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Curso Bíblico

FAMÍLIA FELIZ

 

Lição 7- O EQUILÍBRIO DO LAR

A lição anterior nos mostrou o lar como uma aula buliçosa, como uma escola de aprendizado, como uma forja de espíritos, como um farol que orienta e canaliza para bons rumos as energias dos filhos. Na presente lição, ressaltaremos, de maneira mais acentuada, o sublime papel dos empresários do lar: os pais, esse homem e essa mulher.

1 - OS EMPRESÁRIOS DO LAR

Os pais, ao serem empresários do lar, são-no também na sociedade. Se fracassarem em sua empresa, a vida da comunidade se tornará insegura, pois aumentarão o vício, a delinqüência e a imoralidade O êxito dos pais não consiste tanto em honras e riquezas alcançadas no decorrer da vida, mas em levar seus filhos a se tornarem homens e mulheres de bem. Esta é a grande empresa dos pais.

2 - A ADMINISTRAÇÃO DOMESTICA

Um problema básico que os empresários do lar devem resolver, é a administração doméstica. Analisaremos apenas dois aspectos da 'mesma: as finanças e o tempo. Se forem atendidos de maneira adequada, o lar navegará por águas tranqüilas. Ao contrário, se forem negligenciados, o lar terá de enfrentar águas impregnadas de tensão e infelicidade.

AS FINANÇAS

O êxito de toda empresa está estreitamente ligado às finanças. A desordem administrativa produz insegurança, interrupção do salário e, finalmente, os conflitos humanos inevitáveis, porque se procurará localizar o culpado. É o gerente, são os administradores, ou os operários? O mesmo ocorre com a empresa do lar. Quando aumentam as contas e o dinheiro não dá, ampliam-se as tensões e começam as recriminações mútuas. O esposo censura a esposa por não saber administrar; esta, por sua vez, chama a atenção do marido para sua incapacidade de ganhar dinheiro, de ter um melhor emprego, etc. As relações mútuas se esfriam, e uma atmosfera opressiva envolve toda a família.

"Talvez, no fundo, nenhum dos esposos seja culpado. Provavelmente, ele contraiu compromissos financeiros por sua conta, sem o conhecimento de sua esposa, tendo ela agido da mesma maneira. Quão importante é a administração adequada do dinheiro! É necessário que ambos os esposos planejem os gastos e perguntem a si mesmos: Quanto podemos gastar em alimentação, roupa, aluguel, viagens, saúde, etc.? À medida que as cifras vão sendo colocadas em cada linha, uma sensação de realidade e responsabilidade se apodera de ambos. Colocou-se ordem no caos. A corrente ameaçadora foi controlada e canalizada para estimular a agradável cooperação de ambos os cônjuges. Nosso Senhor Se referiu a essa boa prática de planejar os gastos, com estas palavras: "Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?" Luc. 14:28.

O TEMPO

Ao se falar em administração, quase sempre se pensa em dinheiro, sem se ter em conta que o tempo é também um precioso capital que precisa ser utilizado com sabedoria e método. Alguém disse que não o devemos desperdiçar, porque é contextura da vida. E tinha muita razão.

Na administração do tempo, no lar, freqüentes vezes se cometem dois erros. O primeiro deles é a falta de controle. Os filhos gastam o tempo como querem, seja dormindo, brincando, ou passeando com amigos, etc. Nada está mal. Não há horário para as refeições, banho, ou para o repouso da noite. Não menos pernicioso é o controle excessivo. Uma ordem se segue á outra; uma tarefa acrescenta à outra sua carga de rotina. Parece que mesmo um rápido entretenimento estaria fora de lugar. Nisto também os esposos devem deter-se e planejar com equilíbrio as atividades da família. Um programa equilibrado incluirá estudo, trabalho, entretenimento, desenvolvimento espiritual, horário para comer e dormir, etc. Também é necessário planejar cuidadosamente as férias.

Uma pesquisa mostrou que um filho até os dezoito anos, descontando um pouco mais de oito horas por dia de sono, vive mais de 105 mil horas, que podem ser preenchidas com atividades.

13.000 horas na escola e colégio,  com as excursões correspondentes (desde os 6 anos).
13.000 horas em refeições (desde o nascimento).

6.000 horas de higiene pessoal.
1.000 horas na igreja.

72.000 horas restantes para administrar no estudo,  vida social, aprendizado musical, ofícios, l   línguas estrangeiras, etc.

Sem se demorar numa análise demorada, muitos pais pensam que seus filhos passam a maior parte do tempo na escola, mas os números acima revelam o contrário. De 105 mil horas, somente 13 mil ele passa na escola, e nada menos que 72 mil sobram para ser sabiamente administradas. Se ainda não o fez, não acha que seria oportuno planejar a administração dessas horas?

3- O PAPEL DA MÃE

Podemos descrever o que seja a mãe, mas não a podemos definir. Algumas das mais belas páginas da literatura universal têm tentado fazê-lo. E sempre foi impossível alcançar esse ideal: permanecem muitos sentimentos de gratidão, de amor, de admiração que as palavras não conseguem expressar.

A mais alta honra concedida por Deus à mulher é o privilégio de ser mãe, com toda a inefável quota de amor e abnegação. Pobre ou rica, culta ou ignorante, é capaz de heroísmos incríveis e até de dar a sua vida pelos filhos.

Domingos Sarmento disse que o coração do homem adere ao coração de sua mãe como as raízes ao solo. O grande educador falava por experiência, pois sua mãe havia sido um modelo de amor, abnegação e virtude. Quando uma mãe cumpre seu sagrado dever, chega a formar com seu filho uma unidade selada não apenas pêlos laços do sangue, mas também pelo afeio. Com muita razão dizia Paulo Geraldy: "Os homens mudam de mulher, a mulher muda de marido, mas o filho nunca muda de mãe". Sendo assim, uma das metas mais importantes de toda a mãe é a de ser digna do respeito e da admiração de seus filhos. Estimada mãe, já se deteve alguma vez para pensar nesta grande verdade?

Feliz a família cuja mãe descobre na formação de seus filhos a vocação de sua vida! O filho é um ser faminto de amor, orientação e segurança, e quando a mãe se entrega inteiramente a ele nesta tríplice dimensão, faz-lhe a melhor contribuição. Tal mãe gozará mais estimulantes alegrias, à medida que avançar pela vida, em companhia de seus filhos.

4- O PAPEL DO PAI

À semelhança do que se faz com a mãe, muitas vezes não se valoriza o pai, a não ser quando ele se vai desta vida. Cheio de abnegação e fortaleza, constitui-se no eixo e motor da família. Dá tudo sem reclamar reconhecimento, porque considera que não poderia fazer menos pelos seus.

Uma filosofia popular mostra o seguinte, quanto à maneira como o filho considera a seu pai:

Entre os 4 e 6 anos: "Papai é um sábio. Sabe tudo b que lhe pergunto".

Entre os 7 e 10 anos: "Papai tudo pode. Que força possui!"

Entre os 10 e 14 anos: "Hum! Parece-me que papai se equivoca em algumas coisas!"

Entre os 14 e 18 anos: "Papai? É um homem ultrapassado!"

Entre os 18 e 25 anos: "Pobre velho! Está completamente fora de moda!"

Entre 25 e 30 anos: Quando as preocupações já deixaram algumas rugas em seu rosto, o filho diz: "Que problema! Talvez devesse consultar meu pai!"

Aos 40 anos: O pai já morreu. O filho começa a ter cabelos brancos. E então exclama, cheio de saudade e admiração: "Meu pai foi um sábio. Pena que eu não soube apreciá-lo!"

Por que deveria ser assim? Por que não aprender a valorizar as virtudes do pai e escutar seus conselhos respaldados por sua grande experiência?

A autoridade do pai não emana tanto de suas prerrogativas, senão da força que lhe outorga a influência de uma conduta exemplar. Assim poderá infundir segurança e confiança nos seus. Será um piloto na tormenta. Um amigo e companheiro na bonança. Na família do célebre compositor russo Nicolau R. Korsakov, havia o seguinte lema para o pai: "O pai deve ser um soberano para o filho até os 10 anos; um pai até os 20; um amigo até à morte".

A principal tarefa do pai não é mandar, senão conduzir, guiar e orientar sua família. Se a criança ama e respeita a seu pai, este também desenvolverá no filho o amor, a justiça e o respeito pela autoridade constituída. Desta maneira, cumprirá seu dever para com a sociedade e receberá a bênção divina. E quando um pai revela seu afeto abnegado para com seu filho, não faz mais que representar o amor infinito do Pai celestial. "Felizes os pais cuja ternura, justiça e longanimidade mostram à criança o amor, a justiça e a longanimidade de Deus!" O Lar e a Saúde, pág. 29.

Prezados pais: Vocês desejam ser pais de êxito. Para isto sugerimos que peçam a bênção do Céu. Deus estará ao seu lado ao se desincumbirem do mais elevado papel que lhes foi confiado durante a vida. Como empresários do lar, atuando em estreita colaboração mútua - tanto na hora da alegria como na hora da dor - assiste-os a promessa divina que diz: "Não temas, porque Eu estou contigo; não te espantes, porque Eu sou teu Deus, que te esforço; sempre te ajudarei, sempre sustentarei com a destra da Minha justiça". Isaías 41:10.

O FILHO REBELDE

No fundo, o problema consiste em que o coração do filho se fechou. A comunicação cordial e afetiva foi interrompida. Como abrir caminho até o íntimo da alma?

Talvez o filho se ache num calabouço de temores e incompreensão. Já experimentou o método de "entrar no calabouço" e ali pôr-lhe a mão no ombro e ganhar-lhe novamente o coração, a fim de que o afeto e o carinho quebrem o elo da rebelião? Essa foi a atitude do pai do filho pródigo, que partiu de casa cheio de rebeldia, e que voltou porque sabia que seu pai o amava. Sugerimos ler o incidente em São Lucas, capítulo 15. Assim como o Sol derrete o gelo, o amor abranda os corações mais duros. Prove-o. Será sua melhor arma como conselheiro de seus filhos.

5 - "HONRA TEU PAI E TUA MÃE"

Digamos também duas palavras sobre os alunos: os filhos. A eles foi dado o único mandamento que contém uma promessa:

"Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na Terra, que o Senhor teu Deus te dá". Êxodo 20:12.

Honrar aqueles que nos trouxeram à existência é privilégio de todo filho. E o que é honrar, se não amar, respeitar e demonstrar espírito de gratidão?

Estimado aluno: Como filhos devemos honrar a nossos pais e dignificá-los. E se você já não tem a felicidade de sua presença, ainda pode honrá-los vivendo uma vida honrada, como eles desejariam, se vivessem. Assim honrará sua memória.

 


Prova Escrita Nº 7



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