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Curso Bíblico

FAMÍLIA FELIZ

 

Lição 5 - A COMPANHIA DOS FILHOS

O lar da família Rodrigues estava muito triste. Em poucos meses haviam falecido os dois filhos menores, preciosas crianças de poucos anos de idade. O pai estava desfigurado pela dor. Havia perdido o apetite e durante semanas não podia conciliar o sono. Sua saúde estava completamente arruinada. Certo dia, porém, o filhinho de quatro anos, que lhes ficara, disse ao pai: "Paizinho, por que não brincas comigo? Ajuda-me a fazer um barquinho". Durante duas horas o pai, se entreteve com seu filhinho fazendo um belo barquinho. Essas foram as primeiras horas de paz mental que o pai conheceu, depois de meses de dor angustiante. Nessa noite, pôde dormir. No dia seguinte, melhorou seu apetite. Daí em diante, cada dia dedicou alguns momentos para conviver alegremente com seu filhinho. Sua dor se esvaiu e a felicidade retornou ao lar.

Esse caso verídico ilustra quão importante e belo é o companheirismo familiar. Este, precisamente, será o tema desta lição. Antes, porém, de o abordar plenamente, é bom que digamos algo sobre a paternidade e a presença dos filhos no lar.

O propósito supremo do matrimônio é a formação da família, com filhos que alegrem o coração de seus pais. A conhecida frase de que "um lar sem filhos é como um jardim sem flores", afirma que a felicidade conjugal só pode ser completa com a presença de filhos devidamente formados. Isto, não obstante, não significa que, quando um matrimônio carece de harmonia, a solução consiste em trazer filhos ao mundo. Quando os cônjuges não combinam seu gênio, tendo dificuldades em ajustar suas personalidades, é melhor que resolvam suas diferenças antes de trazer deliberadamente outras vidas ao lar para partilhar suas desgraças. Não é justo que uma criança seja colocada num lar onde reina a discórdia". O Segredo da Felicidade Conjugal, pág. 217.

1 - A EXPERIÊNCIA DA PATERNIDADE

A experiência de ser pai produz um gozo transbordante. A chegada de cada filho é como se fosse um valioso presente, de uma raridade única, capaz de trazer contentamento a seus possuidores. Efetivamente, os filhos são um presente de Deus aos pais. Um dom divino que não tem preço. A paternidade, porém, além de ser um gozo, é um privilégio que proporciona maturidade e bênção aos pais. O homem e a mulher se tornam mais brandos, compreensivos e joviais quando se entregam de coração à tarefa de criar um filho. E como as crianças devem aprender dos maiores, também estes devem aprender grandes lições de seus filhos acerca da vida, enquanto se ocupam em educá-los.

Além de um privilégio, a paternidade implica também numa sagrada responsabilidade que inclui muito mais do que oferecer instrução, vestuário ou alimentação para os filhos. Consiste, acima de tudo, em formá-los para a vida, ajudá-los a desenvolver um bom caráter e acender neles a chama de um nobre ideal. E esta obra não apenas requer são conselho, senão também o bom exemplo dos pais. Esta é uma tarefa na qual hão de participar de igual maneira o pai e a mãe, lembrando-se que haverão de dar conta a Deus quanto a maneira como se desimcumbirem dessa sagrada missão. GOZO, PRIVILÉGIO, RESPONSABILIDADE - eis a experiência da paternidade.

2- O FILHO QUE NÃO CHEGOU

É comum encontrar famílias compostas pêlos pais e um só filho. Houve tentativas reiteradas para que a prole fosse aumentada, mas por diversas razões, os outros filhos não chegaram. Em tal caso, quanta sabedoria devem exercer os pais a fim de não levar a perder o filho único por meio de uma sobrecarga afetiva concentrada em sua pessoa!

Noutros casos, os esposos simplesmente não conseguiram ter filhos. Submeteram-se a pacientes tratamentos médicos, mas não se conseguiu .a concepção. O resultado é um lamentável sentimento de frustração. Para os esposos que se encontram em tal situação, a solução efetiva pode ser a adoção de uma ou várias crianças. Procedendo com prudência, acatando a lei civil vigente e tomando em conta os fatores da idade (tanto a criança como os pais adotivos), a adoção de um filho, além de ser uma obra altamente humana e cristã, pode encher de felicidade a vida dos pais. Estes filhos, quando devidamente integrados no círculo familiar, poderão responder com a mesma medida de afeio que lhes for propiciada e poderão ser uma grande bênção na sociedade.

As mudanças saudáveis que se processam em todo bom lar, quando chegam os filhos, aconselham sua adoção quando os pais não podem procriar.

3 - OS COMPANHEIROS DOS FILHOS

A comunicação afetiva entre pais e filhos cria o verdadeiro clima de uma família feliz. Não pode existir amizade, unidade ou harmonia familiar, se não existe uma santa comunicação entre os membros do lar. E isto, embora pareça tão óbvio e elementar, é negligenciado com muita freqüência, especialmente nas grandes cidades onde a vida agitada ocasiona cansaço e fadiga emocional entre o povo, indispondo-o para a aprazível tertúlia familiar. E assim, por exemplo, é fácil encontrar o esposo, à noite, concentrado na leitura do jornal ou olhando televisão em casa, sumido no silêncio e desligado do resto dos seus. Está em comunicação com o mundo exterior pelas notícias, mas desligado do próprio mundo do seu lar.

4 - BENEFÍCIOS DO COMPANHEIRISMO FAMILIAR

Assinalemos alguns dos benefícios do companheirismo entre pais e filhos:

1. Os pais aprendem a conhecer a seus filhos, a interpretar suas reações, anelos e ideais. Os pais passam a ser os melhores amigos de seus filhos e estes de seus pais.

2. Cria-se no lar um clima de sociabilidade que dissipa a tristeza e aumenta a alegria. Todos se divertem vivendo em família; ninguém se sente só.

3. Facilita-se a tarefa de disciplinar os filhos. Os pais que são amigos dos filhos, reduzem sensivelmente os problemas da conduta filial.

4. Os pais mantêm um espírito jovem, enquanto os filhos amadurecem mais rapidamente, quando há entre eles uma só comunicação.

5. Criam-se vínculos de afeto e amizade entre os irmãos também, evitando-se assim o ciúme e as discórdias entre eles.

6. Desenvolve-se a confiança mútua entre pais e filhos, e estes obedecem a seus pais com a certeza de ser compreendidos e bem aconselhados. E quando chega a idade das grandes perguntas, os filhos não buscarão explicações fora, senão as dos próprios pais..

7. O lar se converte no lugar mais prazenteiro da Terra, com o qual os esposos mantêm sua felicidade e os filhos rechaçam as "atrações" da rua.

5 - O QUE DIZER E O QUE FAZER

Às vezes os pais vacilam antes de falar com seus filhos. "Que tema convém abordar? E se os pequenos perguntarem algo sobre sexo, que lhes diremos?" Tais perguntas são as que os pais costumam fazer a si mesmos. E, não obstante, não deveriam ser motivo de preocupação, porque com os filhos se deve proceder com lealdade, franqueza, confiança e amizade, atendendo suas inquietudes sem criar tabus desnecessários. Os filhos querem saber a aprender. E se os pais estão capacitados para ser seus mestres, por que não desimcumbir-se de tão importante missão? Se não possuem esta capacidade, não deveriam esforçar-se e instruir-se para alcançá-la? Tanto a criança como o adolescente necessitam encontrar respostas satisfatórias — de acordo com sua idade — para suas perguntas e para sua sede de conhecer.

Tudo o que é positivo, eleva. Todavia, quando a conversa inclui motejo, crítica, ódio ou impureza, então a atmosfera familiar se torna sombria e adoece com maus sentimentos. E já que estamos no assunto, refiramo-nos ao fato de que o tom com que se fala se reveste de importância. O tom sereno e confiante, terno e afetivo, predispõe o ânimo da família para cultivar o são companheirismo. Quando, porém, se usa o tom nervoso e autoritário, o clima de amizade se ressente.

6 - COMO É MEU LAR

Depois de haver considerado o tema desta lição, você como pai ou mãe, compreenderá que o companheirismo com os filhos é indispensável para a felicidade familiar. O "viver em família" é uma das maiores delícias que um ser humano pode experimentar. Entretanto, esse clima de beleza familiar não se pode conseguir por simples casualidade. É necessário que seja criado e cultivado cada dia; com espírito de amor, amizade, compreensão e perdão. E tal espírito deve existir primeiramente no coração dos pais. Os esposos devem desenvolver amor mútuo, bem como amizade e compreensão. E quando existir entre ambos essa doce comunicação, então será fácil que os filhos participem da mesma atmosfera.

Na qualidade de pai ou mãe, pergunte a si mesmo:

1. Sou realmente amigo de meu cônjuge? Meus filhos percebem isto?

2. Que faço para manter em meu lar um clima de amizade saudável com meus filhos?

3. Sou amigo de meus filhos? Dedico algum tempo para conversar, brincar, passear e trabalhar com eles?

4. Meus filhos se comprazem em minha companhia, ou se retiram, preferindo outros companheiros fora do lar?

5. São eles meus confidentes? Sou compreensivo com eles, e estou capacitado para os aconselhar em todos os seus problemas?

6. Se temos dificuldade em educar nossos filhos, não será pelo fato de termos deixado de ser seus amigos?

7. Sou justo no trato para com eles, ou tenho meus preferidos?

8. Como pai, desenvolvo-me o necessário para saber dialogar com meus filhos, mesmo que tenham mais instrução?

Perguntas que o filho deve fazer a si mesmo:

1. Aceito a amizade de meus pais? Sou seu confidente?

2. Sou amistoso e cavalheiro para com meus irmãos?

3. Apraz-me estar em casa, ou prefiro estar com meus amigos, longe de meus pais?

4. Sou carinhoso para com meus pais, e os respeito a ponto de se sentirem felizes ao meu lado?

5. Quando planejam sair de férias, acompanho-os com prazer?

Enquanto você medita nas perguntas precedentes, e toma melhores resoluções em relação as mesmas, convidamo-lo a continuar estudando as cinco lições restantes de nosso curso.

 


Prova Escrita Nº 5



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