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Curso Bíblico

FAMÍLIA FELIZ

 

Lição 4 - SÓ O AMOR CONSTRÓI

Com freqüência cada vez maior, fala-se de "incompatibilidade de gênio", de "crueldade mental" e de "amores clandestinos" que produzem verdadeiras rupturas nos laços afetivos do casal. E em certos países, devido a estas causas, um de cada dois, e até dois em três matrimônios, terminam em separação, e, como resultado, famílias inteiras arruínam todos seus esforços e desvelos para conseguir a felicidade. Esposos fracassados choram sua miséria, e filhos solitários e.traumatizados suportam sua quota de dor e desencanto. Em verdade, os lares desfeitos constituem um dos problemas mais graves de nossa sociedade, já que, segundo sérios estudos feitos em relação a este aspecto, cada rompimento matrimonial implica na infelicidade-direta ou indiretamente - de pelo menos quarenta pessoas, contando os familiares achegados e amigos íntimos. Que carga de dor para tanta gente, que podia ter sido evitada se se cultivasse sabiamente a planta da felicidade!

1 - POSSÍVEIS CAUSAS DE NAUFRÁGIOS

Fazia cinco anos que haviam casado. Ambos eram felizes. Um dia, porém, o esposo perdeu seu trabalho. Durante várias semanas, procurou um emprego, mas em vão. Chegou o momento em que sua angústia havia atingido tal proporção que o bom esposo entrou desmoralizado num bar. Ali bebeu um pouco "para esquecer", Assim foi como começou a freqüentar outros bares. Em cada oportunidade, bebia maior dose de álcool. O resultado final foi que o pobre homem jamais encontrou trabalho, porque caiu nas garras do alcoolismo. Finalmente, depois de tantos intentos fracassados, seu matrimônio se desfez. Tudo por causa do álcool, o qual, por sua vez, atraiu o pobre homem para outros vícios, os quais o coração de sua esposa não pode tolerar.

O alcoolismo, porém, está longe de ser a única ou a principal causa de ruína matrimonial. Eis aqui outros fatores que também podem provocar divisões na unidade conjugal:

1. O gênio violento da parte de um dos esposos.

2. O espírito egoísta, o coração frio e as palavras ásperas.

3. O ciúme, a desconfiança e o rancor entre os cônjuges.

4. Os interesses divididos, próprios de esposos que, absorvidos em ocupações e ideais diferentes, se descuidam da vida matrimonial e familiar.

5. O desengano e a desilusão por parte de um dos esposos, ao descobrir defeitos e vícios na conduta do companheiro.

6. A rotina conjugal produzida por esposos insípidos, incapazes de conviver alegremente e de expressar amor. Conseqüência: apatia, monotonia, convivência sem atração.

7. A abundância material. A riqueza mal usada amiúde desfaz o amor. As estatísticas revelam que em qualquer país as separações matrimoniais aumentam notavelmente nas épocas de prosperidade, enquanto diminuem nas épocas de necessidade.

8. A infidelidade e a falta de amor. Sem dúvida, esta é a causa mais comum de rompimentos matrimoniais.

2 - O CLAMOR DE UM FILHO

Não importa qual seja a causa que produza o rompimento do vínculo conjugal - seja uma das assinaladas ou não - toda a família adoece quando os pais demonstram que não aprenderam a conviver harmoniosamente sob o mesmo teto. Não obstante, quem mais sofre ante o drama do naufrágio familiar são inevitavelmente os filhos, sejam crianças ou adolescentes. Assim demonstra o clamor daquele menino de dez anos, que um dia falou a seu pai da seguinte maneira:

"Papai, por que dizes que vais embora de casa? Por acaso me amas? E se fores, para onde irás? O que vai acontecer comigo? Se é que desejas ir, por que sempre brigas com mamãe?... Ai!... Ai!... que dor tenho aqui no peito" Por que será? Talvez porque vou ficar só. Eu te amo, papaizinho. Não vás; não me deixes. Quando à noite estou só no quarto, choro e choro, pensando que, ao me levantar, não mais estarás em casa. Que maravilhoso é estar a teu lado com mamãe, quando sã imos a passear ou quando faço os deveres da escola! Papaizinho, não vás. Comportar-me-ei bem. Não brigues com mamãe. É tão lindo estarem juntos em casa ... (e a voz do menino, afogada- pelas lágrimas, deteve-se, enquanto abraçava fortemente a seu pai)".

Que maravilhoso! O clamor do menino foi ouvido, e seu lar foi salvo.

As palavras tão sentidas desse menino angustiado, não encerram uma mensagem de reflexão para todo pai ou mãe que está pensando em uma separação, sem haver esgotado todos os recursos para a evitar? Quem admite que não pode continuar com seu matrimônio e decide rompê-lo, deveria tomar em conta não só seus interesses pessoais, senão também os de toda a família, o futuro de seus filhos, e ainda os novos problemas que surgirão depois de lacerada a vida conjugal. Quantas vezes são o obscurecimento e o amor próprio os causadores de divisões precipitadas, quando, com um pouco mais de calma e tolerância, poderiam retomar o sentido da felicidade.

3 - A BASE FUNDAMENTAL

O fator primordial no matrimônio, e o único que realmente o justifica, é o amor. E quando este falta, não é de estranhar que toda a estrutura do lar desaba. Daí a necessidade de dar ênfase à importância e ao papel insubstituível do amor. Não é em vão que a Palavra divina aconselha: "Maridos, amai vossas esposas" (Efésios 5:25). E da mulher se espera outro tanto com respeito a seu esposo. Entretanto, qual é a espécie de amor que devem dispensar-se? Passageiro ou superficial, estável ou profundo? São Paulo define o amor verdadeiro quando diz que os feitos humanos, por maiores que sejam, carecem de valor se não são acompanhados de amor. E, continuando, declara:

"O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas,havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará". I Coríntios 13:4-8.

Magnífica definição de amor, cujos termos aludem a um sentimento puro, terno e bondoso que se entretece com as virtudes mais apreciáveis do espírito humano; sem egoísmo nem orgulho, paciente e constante.

Quando esta classe de amor vibra no coração, não há perigo de naufrágios conjugais. Porque junto com o verdadeiro amor estão a ternura, a compreensão, o respeito, a consideração, a maturidade emocional, a disposição de partilhar a carga familiar, a tolerância para com os defeitos do cônjuge e a fidelidade para com o ser amado. Cada esposo pergunte a si mesmo: Amo ternamente a mulher a quem uni minha vida? Quero-a tanto como no dia em que casei com ela? Costumo dizer-lhe da mesma maneira quando éramos noivos; "Amo-te, sou feliz contigo"? Por certo, é aconselhável que a esposa também faça a si mesma estas perguntas referentes a seu esposo. E, se as respostas forem positivas, a felicidade está garantida. Todavia, se cada pergunta ocasionar um NÃO, é como se uma luz vermelha tenha sido acendida para chamar a atenção no sentido de uma mudança saudável nos sentimentos e na conduta.

4 - O AMOR E A LINGUAGEM

A maneira como se fala tem uma importância vital na vida dos cônjuges. As piores tormentas e brigas entre os esposos amiúde surgem porque um deles feriu o outro com sua língua. Uma só palavra ofensiva, de motejo, de depreciação ou de mentira, pode ocasionar graves conseqüências. Por outro lado, poucas palavras de afeto e doçura podem levar alento e alegria ao coração do cônjuge. A um jovem recém-casado o sogro deu um belo relógio, sobre cujo mostrador se liam as seguintes palavras: "Diga a Sara algo amável". Sara era o nome de sua esposa. O objetivo do presente era lembrar ao jovem que, toda vez que olhasse para o relógio, saberia que esse era um momento oportuno para expressar algo amável a sua esposa. Sim, sempre é grato ao coração receber palavras de afeto íntimo. São um alívio para os fardos da esposa e um estímulo para a luta diária do marido.

Nem sempre, porém, é fácil dominar a língua e fazê-la dizer o melhor. Por isso, embora, sem desejá-lo, às vezes podem sair dos lábios de esposos, expressões ásperas e desalentadoras. E, em tal caso, quão maravilhoso e útil é saber curar a ferida, pedindo perdão! Talvez as palavras mais difíceis de pronunciar na vida sejam estas: "Errei, perdoa-me". Mas no âmbito do lar deve-se saber usá-las com amor e valor. São palavras que, pronunciadas a tempo, evitam problemas e mantém unido o casal. Quantos esposos poderiam ter sido salvos da ruína, se houvessem aprendido a pronunciar estas palavras!

5 - A FIDELIDADE DO AMOR

Voltando à parte desta lição intitulada "Possíveis Causas de Naufrágio", compreenderemos que, se os esposos podem conviver sem dar origem a estas causas, sua felicidade será plena e duradoura. Portanto, quão precavidos deverão ser para não dar guarida na alma a estes destruidores da felicidade conjugal!

Na mesma parte da nossa lição, mencionamos a infidelidade como "Q causa mais comum de rompimentos conjugais". Sendo assim, desejamos dedicar algumas linhas a este problema, que é qual câncer moral e social, e que atenta contra o próprio fundamento do matrimônio. As relações extra-conjugais são um sintoma de que os esposos não se harmonizam plenamente, seja na vida sexual, cultural ou emotiva. Esta falta de harmonia cria insatisfação e induz uma das partes (às vezes, ambas) a buscar e a dirigir o afeto para outra pessoa, produzindo-se assim o triângulo fatal do matrimônio. Em outros casos, essa mesma falta de harmonia não se converte em infidelidade, mas cria um triste abismo de separação afetiva, da qual resultam matrimônios briguentos e infelizes.

Do que se disse anteriormente, depreende-se quão importante é conseguir a harmonia matrimonial, já que sobre ela repousa a própria felicidade familiar. E, se por alguma razão, começar a quebrar-se essa doce harmonia entre os esposos, o caminho a seguir não é o distanciamento ou buscar outros afetos, senão conversar íntima e lealmente sobre a raiz do problema - se necessário, com algum profissional competente - até restabelecer por completo a normalidade afetiva. Procedendo deste modo, cada vez que surgir alguma sombra no coração dos esposos, dificilmente se causaria o adultério.

6 - REFLEXÃO PESSOAL

Estou realmente enamorado de minha esposa (ou de meu esposo)?

Sim (  ) Não (  )

Desde o dia em que casamos, tem crescido nosso amor?

Sim (  ) Não (  )

Notam nossos filhos um trato terno entre nós, ou vêem maneiras e ouvem palavras carentes de afeto?

Sim (  ) Não (  )

Caracteriza-me alguma das causas de naufrágio conjugal?

Sim (  ) Não (  )

Em tal caso, estou lutando para vencê-la a fim de tornar feliz o meu companheiro?

Sim (  ) Não (  )

 


Prova Escrita Nº 4



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