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Curso Bíblico

FAMÍLIA FELIZ

 

Lição 3 - A EXPRESSÃO DO AMOR

Em matéria de publicidade, tem-se dito que aquilo que não se dá a conhecer é como se não existisse. Pode haver um excelente remédio para curar determinada enfermidade, mas se sua existência é ignorada, os enfermos morrerão, apesar de existir cura para eles. Isto também se aplica à expressão do amor no lar.

1 - A EXPRESSÃO DO AMOR

O cônjuge que não expressa seu afeto em atenções, em palavras e atos, está matando o amor no coração de seu companheiro. Mesmo que o ame verdadeiramente, mas se não lho manifesta, será como se não existisse esse amor, e a outra pessoa até poderá pensar que não é amada.

O noivo que, com orgulho, entregava à sua noiva um custoso presente para conquistá-la, transforma-se, às vezes, no esposo que considera uma debilidade levar-lhe um ramo de flores ou um presente a sua esposa. Quando perdemos um ser amado, cobrimos de flores seu ataúde. Exteriorizamos assim nosso afeto. Entretanto, o que teria acontecido, se houvéssemos presenteado em vida tão-somente a metade dessas flores? Não lhe parece que o teríamos feito mui feliz, e nós mesmos não teríamos sido mais venturosos? O matrimônio não deve ser o final das atenções amáveis, senão o verdadeiro princípio das mesmas. O cônjuge que recebe uma atenção, por pequena que seja, em valor monetário, recebe uma mensagem de afeto de valor incalculável. Essa atenção significa que você pensou nele, que o recordou com carinho durante o dia, e que deseja fazê-lo feliz.

Todavia, não é apenas dando presentes que podemos expressar nosso afeto e estima. Quantas vezes uma só palavra de ternura e reconhecimento basta para apagar no coração do cônjuge as fadigas e os contratempos de uma jornada estafante! Se se procede assim, o matrimônio, em vez de ser o fim do amor, será seu verdadeiro começo.

2 - A FUSÃO DAS PERSONALIDADES

Por cuidadosos e prudentes que tenham sido os contraentes, poucos são os casais que estão perfeitamente unidos ao realizar-se a cerimônia nupcial. A verdadeira união de ambos os cônjuges é obra dos anos futuros. Ambos iniciam uma empresa comum, mas tendo sua própria personalidade. Talvez provenham de lares de conceituações diferentes ante os variados problemas da vida, ou talvez de nível intelectual diverso.

O aspecto romântico com que a imaginação sói revestir amiúde o matrimônio, desaparece quando a vida depara aos esposos trabalhos, preocupações e frustrações. É então que ambos aprendem a conhecer-se como não haviam feito antes. É um dos momentos mais críticos da vida do casal. A felicidade futura depende da atitude serena e judiciosa que adotem nesse momento. Amiúde cada um deles descobre no outro, defeitos e fraquezas que nunca imaginou que poderia possuir. Em tal situação não é difícil que um deles surja com a pergunta: "Será que me enganei? Não teria sido melhor que tivesse casado com Fulano ou Sicrana?" Em verdade, se houvesse casado com Guilherme ou com Lucila, teria enfrentado os mesmos problemas, pois sempre teriam sido duas personalidades, que necessariamente deviam ajustar-se. Nem o esposo nem a esposa devem submergir sua personalidade na do outro. Com o correr do tempo, porém, os referidos ajustes produzirão uma harmonia conjugal cheia de satisfação. Esta é uma obra de toda vida.

Juntamente com os aspectos negativos, também descobrirão traços positivos, desconhecidos até então. A atitude serena e judiciosa a que fizemos referência no parágrafo anterior, inclui o descobrir e incentivar mais as virtudes que os defeitos. Os corações unidos pelo amor procurarão, com bondade e tato, polir os defeitos e aperfeiçoar as virtudes, a fim de que brilhem mais. As Escrituras Sagradas têm um conselho oportuno para os esposos que passam por esta situação: "Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isto o que ocupe o vosso pensamento". Fil. 4:8.

Felizes os esposos que, ao empreenderem a aventura da vida matrimonial, se reconhecem e se aceitam tais como são e, com a ajuda de Deus, se propõem harmonizar suas personalidades. Esta atitude sensata é semelhante à do marido, que, antes de aventurar-se pelos oceanos, ajusta e põe em ordem os dispositivos de seu barco. Por outro lado, se o barco do matrimônio já soltou suas amarras, não lhe parece que, com maior razão, os esposos deveriam ajustar suas personalidades a fim de tornarem mais seguro o rumo?

3 - COMO CONSERVAR O AMOR

Há os que erradamente pensam que a conquista do cônjuge foi concluída no altar. Esta posição falsa freqüentemente cria um vazio afetivo em um dos cônjuges, que lamentável e desgraçadamente, é aproveitada muitas vezes por terceiros para os iniciar no caminho da infidelidade e desdita. O amor é a planta mais delicada e a mais importante de todas as que os esposos devem cultivar. Um especialista disse: "A ação mais importante que um pai pode fazer por seus filhos, é amar a mulher que os trouxe ao mundo''. As contendas entre os pais produzem insegurança e instabilidade no caráter dos filhos.

Protege você o matrimônio mediante pequenos atos de consideração? Está seu cônjuge seguro de seu afeto por ele? Sabe sua esposa, ou esposo, que nenhum ataque externo poderá por em perigo a estabilidade do barco matrimonial?

Para manter o amor é necessário também afugentar os vestígios de algum rancor. Este sentimento negativo impede manifestar afeto e elimina a felicidade do coração que o abriga. A Bíblia tem um bom conselho a este respeito: "Não se ponha o sol sobre a vossa ira". Efésios 4:26.

Por outro lado, a mais genuína cortesia que brota espontaneamente de nossa consideração para com os demais, criará uma atmosfera apropriada para o cultivo do amor.

4 - A INTIMIDADE DO MATRIMONIO

Em nossos dias, assistimos ao que se tem chamado "revolução sexual". Se bem que uma informação adequada ao sexo seja desejável e útil, é lamentável a tendência de se lhe dar uma exagerada importância.

No seio das famílias mais ditosas, às questões sexuais se dá tão-somente o lugar que lhes corresponde, e é quase certo que o temor do sexo assume uma importância descabida nas famílias instáveis. Não é que, nos lares felizes, se descuide das relações sexuais, senão que são consideradas uma parte apenas, embora muito importante, nesse grande todo que é o matrimônio.

"A relação sexual representa a culminação... o último e definitivo na felicidade conjugal. Significa infinitamente mais que a satisfação dos impulsos eróticos... Não é o motivo do verdadeiro amor entre os esposos: é o produto do verdadeiro amor". O Segredo da Vida Conjugal, pág. 1 77.

O criador achou conveniente pôr este impulso sexual para preservar a espécie, e para fazer mais completa a felicidade do casal. Por outro lado, é o estado ideal onde este nobre instinto encontra sua expressão correta.

Sendo que a satisfação sexual mútua é tão importante para a felicidade e estabilidade conjugais ambos os esposos deveriam procurar alcançar uma harmonia aceitável quanto a este aspecto.

5 - LEALDADE E COMPANHEIRISMO

O matrimônio deveria ser considerado pêlos esposos como um círculo fechado, no que respeita aos seus aspectos particulares e íntimos. Ninguém deveria penetrar em seus segredos, a menos que decidam levar algum problema a um conselheiro especial, como, por exemplo, o médico da família, um pastor, um clérigo ou um amigo de critério comprovado. Às vezes, o esposo ou esposa, sob certos estados emocionais, confia seu problema a alguém, para descobrir depois de pouco tempo, que essa pessoa não foi discreta.

Outra boa forma de lealdade conjugal é a de não recorrer jamais ao engano ou ocultação da verdade. Este procedimento poderá evitar um mau momento, mas uma vez descoberto, minará a confiança do cônjuge. Por mais espinhoso que seja um problema concernente a seus filhos, por exemplo, é preferível uma discussão franca a permitir que a dúvida solape o fundamento do próprio lar: a confiança mútua. Poderiam continuar como sócios os comerciantes que se defraudassem mutuamente? Sendo o matrimônio também uma sociedade, não lhe parece que deve ser regido pela mais estrita lealdade?

Além de esposos, os cônjuges devem ser verdadeiros amigos e companheiros. Quando o esposo se interessa no trabalho de sua esposa no lar, desde a ordem da casa até a direção dos filhos e seu progresso na escola, ela sente que ele "está a seu lado", que não está sozinha na tarefa. Acontece a mesma coisa com o mando, quando sente o estímulo de sua esposa, quer no trabalho, quer nos passatempos. Tem-se dito que há homens que triunfam sem suas esposas, outros que vencem apesar de suas esposas, e outros que são bem sucedidos com suas esposas. Amigo, procure fazer parte desta última classe, à qual tanto deve a sociedade.

6 - REFLEXÃO PESSOAL

Quanto tempo faz que não levo um presente para minha esposa?

3 meses (  ) 6 meses (  ) 1 ano (  )

Quanto tempo faz que não ofereço um presente ou uma sobremesa favorita ao meu marido, expressando-lhe assim o carinho que sinto por ele? O amor que não se expressa morre.

3 meses (  ) 6 meses (  ) 1 ano (  )

Quando foi a última vez em que disse a meu cônjuge que ele constitui o que mais quero neste mundo?

3 meses (  ) 6 meses (  ) 1 ano (  )

Quando foi a última vez em que expressei minha sincera apreciação por tudo o que minha esposa faz nas tarefas caseiras, e lhe manifestei meu desejo de a ajudar?

3 meses (  ) 6 meses (  ) 1 ano (  )

Quando foi a última vez em que expressei a meu esposo meu reconhecimento e estimulo por ganhar o pão de cada dia por meio de estafantes jornadas de trabalho?

3 meses (  ) 6 meses (  ) 1 ano (  )

Quando foi a última vez em que saímos juntos para passar algumas horas fora de casa, quer seja na cidade, quer no campo?

3 meses (  ) 6 meses (  ) 1 ano (  )

Recordo os aniversários, casamento, etc.?

Sim (  )

Procedo de tal maneira que meu companheiro se sente à vontade diante de outras pessoas?

Sim (  )

Oculto lealmente "em casa" os aspectos íntimos do matrimônio, ou os passo a terceiros?

Sim (  )

Evito a ironia e procuro com afeto ajudar meu companheiro a superar seus defeitos?

Sim (  )

 


Prova Escrita Nº 3



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